Dermatologia Clínica
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Dermatologia
Clínica

A especialidade médica dedicada ao estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento de todas as condições que atingem a pele e seus anexos.

A pele é o maior órgão do corpo humano e a Dermatologia é a especialidade médica que se dedica exclusivamente ao estudo para diagnóstico, prevenção e tratamento de todas as condições que atingem a pele e seus anexos.

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13 condições

A acne é uma doença inflamatória das glândulas sebáceas, muito comum na adolescência por influência dos hormônios sexuais, que começam a ser produzidos na puberdade. É uma condição que pode persistir na idade adulta, principalmente em mulheres, e ser desencadeada pelo uso de medicamentos, contato com certos cosméticos, exposição exagerada ao sol, dieta rica em carboidratos simples e outros.

Está ultrapassada a ideia de que não se deve tratá-la por ser considerada "própria da idade". Seu controle é recomendável não só por preservar a saúde da pele e a saúde psíquica, além de prevenir cicatrizes, tão difíceis de corrigir na idade adulta.

Há opções tanto de terapia local, quanto por via oral, ou a combinação de ambas. O tratamento vai variar de acordo com a gravidade e a localização, e em função de características individuais de cada paciente. Além de uma rotina específica, pode ser feito uso de antibioticoterapia oral por período máximo de 3 meses. Quando não há uma boa resposta e se percebe tendência para cicatrizes, deve ser indicada a isotretinoína oral, mesmo em casos moderados.

A limpeza de pele, quando bem indicada pelo dermatologista e bem executada por esteticista treinado, pode ser um ótimo complemento do tratamento. Outros tratamentos em consultório podem ser de grande valia, como peelings, luz de LED e lasers. Para cicatrizes: microagulhamento, laser, radiofrequência microagulhada, bioestimuladores, skinbooster, preenchimento e subcisão.

É uma doença vascular inflamatória crônica, com remissões e exacerbações. Há uma predisposição individual (mais comum em brancos e descendentes de europeus) que pode ser familiar (30% dos casos têm história familiar positiva), evidenciando uma possível base genética.

Caracteriza-se por uma pele sensível, geralmente mais seca, que começa a ficar eritematosa (vermelha) facilmente, podendo se irritar com ácidos e produtos dermatológicos em geral. Aos poucos, aparecem vasos finos (telangiectasias), pápulas e pústulas que lembram a acne, podendo ocorrer edemas e nódulos. Atenção: é comum a ocorrência de sintomas oculares, de olho seco e sensível à inflamação nas bordas palpebrais (blefarite).

As fases de piora podem ser desencadeadas por estresse, alteração de alimentação, estação do ano, exposição exagerada ao sol, uso de cosméticos, alguns medicamentos, ingestão de bebida alcoólica, dentre outros.

Não há cura para a rosácea, mas há tratamento e controle, com muitos avanços recentes. Além de uma rotina de cuidados diária voltada para sua condição e uso de protetor solar diariamente, outros tratamentos podem ser indicados, incluindo uso de medicamentos orais e tópicos. A luz pulsada e alguns lasers são excelentes para tratamento das telangiectasias (vasinhos) e o aspecto avermelhado do rosto.

Melasma é uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele, mais comumente na face, mas também pode acometer braços, pescoço e colo. O gatilho da doença se relaciona fortemente com a exposição à radiação solar, porém também sabe-se que luz visível, calor, fatores hormonais, uso de anticoncepcionais, alguns medicamentos e genética estão relacionados.

A gestação é um período comum de surgimento do melasma, devendo a gestante receber orientação adequada sobre o uso de protetor solar e rotina com clareadores liberados durante os nove meses.

O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar o melasma. Os tratamentos variam, mas sempre compreendem orientações de proteção contra raios ultravioleta e à luz visível. As terapias disponíveis sempre prevêem um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que a mancha volte.

Dentre os procedimentos mais realizados estão aplicações de lasers com drug delivery, microagulhamento, radiofrequência microagulhada e LED. O tratamento sempre deve vir acompanhado de uma rotina de cuidados em casa adequada, além da possibilidade de uso de antioxidantes orais.

Micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. São exemplos de micoses superficiais a pitiríase versicolor, as tineas, a candidíase e as onicomicoses.

Pitiríase Versicolor: doença muito comum, especialmente entre jovens, com tendência a recorrência. Indivíduos de pele oleosa são mais suscetíveis. Causada por fungos do gênero Malassezia.

Tinea (tinhas): doenças causadas por um grupo de fungos que vive às custas da queratina da pele, pelos e unhas.

Candidíase: infecção que pode comprometer isoladamente ou conjuntamente a pele, mucosas e unhas. É um fungo oportunista que se favorece em situações de baixa imunidade, uso prolongado de antibióticos, diabetes e situação de umidade e calor.

Onicomicoses: principal causa de alteração ungueal vista no consultório. Acomete tanto as unhas dos pés quanto as das mãos. Geralmente, a unha se descola do leito e se torna mais espessa.

Na suspeita de micose deve-se procurar auxílio médico. As medicações podem ser tópicas ou orais e o tratamento pode durar algumas semanas ou meses. Hábitos higiênicos são importantes na prevenção: secar-se bem após o banho, evitar andar descalço em locais úmidos, não compartilhar toalhas e roupas.

Dermatite de contato: reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia. Diversas substâncias podem causar dermatite: plantas, metais, medicamentos tópicos e cosméticos, tecidos, detergentes, solventes, adesivos, cimento, fragrâncias, dentre outros. O diagnóstico pode ser esclarecido pelo teste alérgico de contato (patch-test).

Dermatite atópica: doença genética, crônica, onde a coceira e a pele seca são as principais características, com surgimento na primeira infância. Pode ser acompanhada de asma, rinite ou conjuntivite. Aproximadamente 70% das crianças evoluem com remissão na adolescência. O tratamento envolve medidas de hábitos de vida, uso intensivo de hidratantes e medicações tópicas e orais.

Dermatite perioral: aparece na região da face, principalmente ao redor da boca e nariz. Mais comum em mulheres entre 15 e 45 anos. Relacionada a uso indiscriminado de corticoides, cosméticos, maquiagem e alterações hormonais. O tratamento envolve uso de medicamentos específicos e suspensão de corticoides.

Dermatite seborreica: também conhecida como caspa, pode acometer o couro cabeludo, face, orelhas, pescoço e tronco anterior. Causa descamação e vermelhidão, com períodos de melhora e piora. O tratamento precoce das crises é importante e pode envolver uso de medicamentos específicos.

O herpes simples é uma infecção viral comum, para a qual 99% da população adulta já adquiriu imunidade na infância e na adolescência. Ocorre pelo vírus herpesvírus tipo 1 e tipo 2. Geralmente, o tipo 1 determina infecção nos lábios e dentro da boca; o tipo 2, lesões nos genitais e pode ser adquirido por via sexual, porém não exclusivamente dessa forma.

Surgem vesículas em arranjo de buquê, muito doloridas, e pequenas feridas com crostas se formam em seguida, até completa resolução da lesão, sem cicatrizes. Em geral, as infecções duram entre 7 a 14 dias, devendo o tratamento ser orientado por médico dermatologista.

Doença de pele inflamatória e não contagiosa, relacionada ao sistema imune, interações com o ambiente e suscetibilidade genética. Caracterizada por placas avermelhadas e escamativas, que podem acometer todo o corpo. É frequente sua associação com artrite psoriática, doenças cardiometabólicas, gastrointestinais e distúrbios do humor.

O dermatologista é apto a identificar a doença, classificá-la e indicar a opção terapêutica. Dependendo do tipo e gravidade da doença, existe uma melhor resposta a um tipo de tratamento.

Hoje, as possibilidades vão desde tratamentos tópicos, medicações orais, fototerapia e tratamentos biológicos. Já é possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões, independentemente da gravidade da psoríase. O acompanhamento se faz constante, promovendo melhorias dos hábitos de vida e cuidado amplo do indivíduo.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado de células que compõem a pele, podendo ser classificado em carcinomas basocelulares, carcinomas espinocelulares e melanoma.

Carcinoma basocelular (CBC): o mais prevalente dentre todos os tipos. Tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce. Surge mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

Carcinoma espinocelular (CEC): segundo mais prevalente. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol. Podem ter aparência similar à das verrugas.

Melanoma: tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. As chances de cura são de mais de 90% quando há detecção precoce. O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou sinal em tons acastanhados ou enegrecidos que muda de cor, formato ou tamanho, e pode causar sangramento.

Todos os casos de câncer da pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente. A modalidade terapêutica varia conforme o tipo e a extensão da doença, sendo fundamental o diagnóstico por biópsia.

Conhecidas cientificamente por nevos melanocíticos, as pintas são lesões de pele pigmentadas que podem surgir em qualquer fase da vida e podem ter cores, formas e tamanhos diferentes. A grande maioria dos nevos é benigna, porém alguns podem se transformar em câncer de pele.

Uma das formas de facilitar o diagnóstico precoce do melanoma é realizar mensalmente o autoexame da pele, seguindo a regra ABCDE:

Assimetria: a metade da pinta não se parece com a outra metade. Bordas irregulares: as pintas são dentadas, chanfradas, com sulcos. Cores: a coloração não é a mesma em toda a pinta; há diferentes tons de marrom, preto e, às vezes, azul, vermelho ou branco. Diâmetro: a pinta é maior do que 5 mm (0,5 cm). Evolução: mudanças da aparência ou crescimento rápido de uma pinta.

Na presença de uma ou mais dessas alterações, procure imediatamente um dermatologista. A recomendação é a consulta anual para exame físico de todo o corpo. O autoexame não substitui a avaliação por um profissional em hipótese alguma.

Verrugas são proliferações benignas da pele causadas pelo papilomavírus humano (HPV). A transmissão ocorre por contato direto com pessoas e/ou objetos infectados. Pequenas feridas são necessárias para a inoculação do HPV, motivo pelo qual as verrugas são mais comuns em áreas de traumas.

O pico de incidência ocorre entre 12 e 16 anos. Após o contato, pode demorar semanas a meses para as lesões aparecerem. Podem ocorrer em todo o corpo, mas comumente em plantas dos pés e mãos, áreas genitais, face e pescoço.

As verrugas podem involuir espontaneamente, dentro de meses, ou persistir por anos. Crianças geralmente se curam sem necessidade de medicação. Nos adultos, as verrugas não costumam desaparecer sem tratamento. Existem diferentes modalidades terapêuticas: medicamentos tópicos até procedimentos cirúrgicos.

Ceratose Actínica: lesão de pele considerada pré-maligna por ter potencial de evolução para o carcinoma espinocelular, causada pela exposição crônica ao sol. Normalmente surge em áreas expostas como face, orelhas, couro cabeludo, colo, dorso das mãos e antebraços. Pessoas de pele clara e idosos são os mais suscetíveis. Devem sempre ser tratadas.

Ceratose Seborreica: lesão benigna da pele, geralmente arredondada ou irregular, de coloração acastanhada, amarronzada ou negra, e de aspecto verrucoso. Aparece principalmente na face, pescoço e tronco e geralmente é de origem genética. Pode ser tratada com crioterapia, eletroterapia ou cauterização química.

Ceratose Pilar (ou folicular): pequenas pápulas avermelhadas ou esbranquiçadas, principalmente nos braços, pernas, nádegas e bochechas, pelo acúmulo de queratina nos folículos pilosos. A pele fica com aspecto áspero e ressecado. O tratamento é realizado com hidratantes e ceratolíticos.

É uma condição que provoca suor excessivo, na qual os pacientes podem transpirar muito até mesmo em repouso, devido às suas glândulas hiperfuncionantes. Pode decorrer de diferentes causas: fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas: axilas, palmas das mãos, rosto, cabeça, plantas dos pés e virilha.

Antitranspirantes: sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes.

Medicamentos: drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção.

Toxina botulínica tipo A: pode ser aplicada nas axilas, nas mãos e nos pés para bloquear temporariamente a sudorese. É um ótimo tratamento, com duração média de 9 meses (podendo variar entre 7 a 12 meses).

Simpatectomia torácica endoscópica (STE): em casos graves que não respondem aos demais tratamentos, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico. Sua melhor indicação é para os casos nos quais as palmas das mãos ou plantas dos pés são acometidas.

A hiperpigmentação da pele nas regiões das axilas e virilha é uma queixa frequente, devendo ser realizado o diagnóstico correto da condição que promove a mancha para um correto tratamento.

O quadro pode ser causado por vários fatores: resistência à insulina especialmente induzida pela obesidade (acantose nigrans), outros distúrbios endócrinos e metabólicos, infecção bacteriana (eritrasma), uso de desodorantes e cremes inadequados, tipo de depilação, foliculite recorrente.

O tratamento pode ser realizado com ativos clareadores de uso tópico, realização de peelings e lasers no consultório. Em casos de hipercromia relacionadas aos pelos e métodos de depilação, vale a pena investir na depilação a laser, método que garante remoção de pelos de forma definitiva.